terça-feira, 7 de julho de 2015

Ar... Dor!

O ar me falta...
E o que me resta?
Sussurros mudos,
Lágrimas silenciosas...
A morte em súplicas ininterruptas,
O esvair-me em clamores imortais...

Um "Nós" perdido no espaço:
De um "Eu" intempestivo, hiperativo, tempestuoso!
E um "Não-Eu" estático na inatividade de um tempo atrás.
Atroz...

O ar deveria ser meu elemento vida!
Sinto falta de respirar você...
O que me resta?
Sobreviver com essa ausência dilacerante
(num infindável espedaçar-se...)
Ou sonhar em vida:
Viver num sonho onde teu ar me invada
E o perfume impregnado na essência exale você...
Isso, sim, seria renascer!

(Renata Nunes)


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